Blog, Links Patrocinados,

Adblocker do Google Chrome: como ele pode afetar seus links patrocinados

Por Content em 16 de fevereiro de 2018
A Google já está bloqueando nativamente Ads fora do padrão, via Chrome. Mas o que isso significa na prática? Veja neste artigo!
Leitura de 5 minutos
Adblocker do Google Chrome: como ele pode afetar seus links patrocinados
5 (100%) 2 votes

No último dia 15, o Google começou oficialmente a bloquear Ads nativamente invasivos ou “irritantes”, via Google Chrome. Anunciantes que forem reincidentes na prática de oferecer esse tipo de propaganda serão notificados e, se não mudarem de atitude, terão seus Ads bloqueados pelo Chrome.

Você pode não ter ouvido falar disso, mas foram meses de preparo até que esse Adblocker nativo fosse colocado para rodar – mais exatamente, desde junho de 2017. Em dezembro, a data oficial de lançamento foi divulgada.

Mas qual é o motivo por trás desse Adblocker? Como ele funciona e, principalmente, de que forma ele afeta o ecossistema de links patrocinados? É o que veremos neste artigo. Boa leitura!

Contextualizando o Adblocker do Chrome

Vamos voltar no tempo. Em 2016, grandes empresas perceberam o crescimento exponencial de adblockers em navegadores no mundo todo.

Num esforço coletivo, em setembro do mesmo ano, foi lançada a Coalition for Better Ads (Coalizão por Anúncios Melhores). Encabeçada pela Google, companhias do porte de Procter & Gamble e Facebook se uniram para buscar o que era o “ad ideal”.

Já em 2017, a pesquisa foi finalizada e começaram os esforços para colocar esses padrões em prática. Eles foram reunidos em um documento que mostra o que são os Ads que não serão bloqueados, como você pode ver abaixo.

Exemplos incluem Ads em vídeo que tocam a todo volume, Ads que piscam, pop-ups difíceis de fechar e Ads presticiais (que bloqueiam a Home Page e geralmente vêm com timers).

Um exemplo de uma experiência que foi aprovada pelos usuários pesquisados são os Ads no nível da página, que ficam no topo ou no fundo da tela, enquanto o usuário rola a página.

85 por cento dos 25 mil usuários respondentes, espalhados pela Europa e EUA, responderam que esse tipo de anúncio era um pouco irritante ou nada irritante. Veja como foi o desempenho de outros tipos de Ads na pesquisa.

Como a Google avalia o desempenho de Ads?

O princípio é simples: a porcentagem de visualizações, em uma amostra de Ad que não cumpre os padrões estabelecidos, define se os anúncios estão Aprovados, Sob Advertência ou Reprovados. O índice que deve ser cumprido é o seguinte:

  • 7,5% de visualizações nos primeiros dois meses de programa
  • 5% nos quatro meses subsequentes
  • 2,5% a partir dos primeiros 6 meses

No Relatório de Experiência com Anúncios, dentro do Google Search Console, você pode verificar se sua propriedade está Sob Advertência ou Reprovada.

A cada notificação, você terá 30 dias para resolver qualquer experiência fora do padrão. Se você não fizer os ajustes necessários, o Chrome começará a bloquear esses anúncios.

Quando um site é reprovado, o que acontece

Quando alguém navega num site pelo Chrome, o filtro de Ads do navegador verifica se a página falhou em cumprir os Better Ads Standards.

Se você estiver num site reprovado, o Chrome vai buscar os pedidos de rede (seja por imagens ou JavaScript) e compará-los com uma lista de padrões de URLs, que geralmente compõem anúncios. Se um pedido de rede for semelhante a uma URL dessa lista, o Ad será bloqueado. Desse jeito:

A Doubleclick e a própria AdSense da Google possuem padrões conhecidos de URL em seus anúncios. Se sua página for reprovada e o Chrome reconhecer esse padrão em disparos de rede, pode dar adeus aos seus anúncios. Pelo menos até você consertar os problemas.

Em tempo: vale dar uma lida no nosso artigo sobre AdWords e aprender como criar artigos matadores desde já!

O que fazer se você for reprovado

Não precisa ficar desesperado. Você não será banido dos mundo dos links patrocinados se for reprovado pelo Adblocker do Google Chrome. Assim que consertar os erros nos seus anúncios, você pode pedir uma revisão no Relatório de Experiência com Anúncios. Afinal, a Google também vende anúncios, não vai querer ver ninguém de fora. O que nos leva a uma questão importante…

Por que a maior vendedora de Ads está bloqueando Ads?

Sim, a Google é membro da Coalition for Better Ads, com mais 15 empresas e conglomerados. Ela também é a voz dominante da Coalizão.

Por um lado, ninguém pode reclamar de uma limpeza de experiências ruins com anúncios. E se existe uma entidade com força suficiente para fazer algo, é a maior player no ramo. Mas e se ela favorecer apenas os seus formatos e anúncios?

A Google foi enfática ao dizer que todo anúncio será tratado igualmente e que os próprios Ads serão bloqueados se o site não cumprir com os parâmetros estipulados. A empresa afirma que seus esforços são para um ecossistema onde bloqueios não serão necessários.

No entanto, startups que criam anúncios diferenciados e, não necessariamente, ruins, não vão vender mais devido ao bloqueio automático do Chrome. Anunciantes também não vão sentir encorajamento a seguir por outros caminhos, senão o jeito Google de anunciar.

Pelo visto, a higienização sai do campo da experiência e chega no mercado.

Alguém vai perceber a diferença?

Talvez não.

É possível que usuários sequer percebam que existe um bloqueio acontecendo. Numa auditoria em andamento de 100 mil sites na Europa e EUA, a Google afirma que 0.9% deles teriam seus anúncios bloqueados. Outros 0.5% estariam apenas Sob Advertência.

Talvez aqui no Brasil, com uma cultura de Ads completamente diferente, talvez as coisas sejam mais perceptíveis. Alguns esforços sutis também já existem em outros browsers, como o Safari e o Opera, mas falta transparência para entendermos a extensão do impacto dessa mudança.

Por enquanto, não se pode afirmar muita coisa, a não ser de que as pessoas vão continuar com seus Adblockers externos, mas que uma mudança global já está em andamento.

E seus Ads? Eles cumprem os pré-requisitos contra o bloqueio do Chrome? Compartilhe suas ideias com a gente!

Você gostou do nosso artigo? Compartilhe nas Redes Sociais!

Content

Content

Artigo produzido pela nossa equipe de Content Marketing.
Content