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O que criar personas e o Tinder tem em comum?

Por Content em 6 de abril de 2018
O Tinder é um app de relacionamento. O Inbound é Marketing de Relacionamento. Achou que não vamos falar da semelhança entre eles? Achou errado!
Leitura de 6 minutos
O que criar personas e o Tinder tem em comum?
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Criar personas é uma tarefa que pode parecer bem simples. Mas já vi a minha cota de perfis equivocados, tanto na essência, quanto nos detalhes.

Bom, se existe uma pergunta importante no Inbound é “para quem você está vendendo?”. A busca dessa informação acontece a cada formulário, a cada interação, em cada métrica analisada. Quando você descobre, de fato, quem é essa persona: bingo.

Naturalmente, você não pode esperar isso acontecer. Por isso, vamos usar o Tinder para explicar como criar personas, antes de reunir dados para corroborá-la. Boa leitura!

O paradoxo do online dating

Bom, pra começar, um adendo tranquilizador: não vamos falar de casamento no primeiro encontro (yay!).

Mas a gente gosta tanto de metáforas – e elas são fantásticas para ilustrar um ponto de vista no Marketing – que a gente vai continuar na linha de “encontrar um grande amor”.

Afinal, estamos no ramo do Marketing de Relacionamento. Não tem como evitar essa correlação. Dito isso, vamos em frente.

Você já ouviu falar do Tinder, um aplicativo com uma premissa bem simples, que conquistou solteiros no mundo todo. Mesmo assim, eu vou fingir que não e explicar como funciona.

Tinder em poucas palavras

Você tem acesso a perfis, com fotos e uma minibio de usuários – do sexo que você procura. Aí, você pode dar um “like” ou um “dislike”. Então, se a pessoa do outro lado também der um “like” no seu perfil, voilà! Vocês são um “match” e podem conversar pra conferir se encontraram mesmo o grande amor.

Você quer alguém para suprir uma necessidade sua (amor talvez?). Mas não sabe quem é essa pessoa, nem que necessidades você pode suprir de volta.

O mercado também é assim.

Você, como empresa, quer clientes para suprir uma necessidade sua (dinheiro). Mas você não sabe ainda quem é esse cliente, nem se consegue realizar o que ele procura.

É o paradoxo de se relacionar online.

“Ah, mas se deu match, quer dizer que vocês foram feitos um para o outro!”

Nem sempre.

Comparando o “like” com a conversão

Falamos que, quando duas pessoas se dão “likes”, elas são um “match”. Neste contexto, existem fatores internos e externos para explicar como isso aconteceu.

Se você recebeu um “like”, algum gatilho deve ter tido influência. Vamos ver que elementos o seu “talvez-futuro-grande-amor” teve acesso para decidir pelo “like”, em ordem de relevância:

  • Fotos do Tinder

A foto, sobretudo a inicial, é a mais relevante para a decisão do seu Lead… quer dizer, “like”. Por meio dela que seu interesse amoroso teve primeiro contato com quem é você.

Em termos corporativos, essa é a imagem que você passa para seus (futuros) clientes. Seja pelo branding, cultura da empresa, tom e voz da marca, tudo isso interfere nessa primeira impressão.

E você sabe que a primeira impressão é a que conta.

  • Minibio

A minibio é o espaço de 500 caracteres que você tem para descrever quem você é. Para a maior parte das pessoas, não é muita coisa. Por isso, deve ser usado com sabedoria.

Para acessar essa bio, você tem que clicar no perfil interessado. Por isso, apesar da conversão ser menor, acaba sendo mais qualificada. Em outras palavras, quem leu sua bio, se interessou por mais que sua foto inicial.

No exercício que estamos fazendo – transpor a minibio para nosso cenário -, isso significa que esse Lead provavelmente já gostou de sua marca. Agora, ele quer saber mais sobre você e quem você é. É como uma conversão numa Apresentação Oficial.

  • Instagram e Spotify

O Tinder, recentemente, aplicou uma atualização que permite a integração de sua conta do Instagram no seu perfil, assim como músicas favoritas do seu Spotify. Assim, fica mais fácil de ter outros insights sobre quem você está interessado(a).

O paralelo que eu faço aqui é do blog. Com o Marketing de Conteúdo, você tem a oportunidade de ver mais sobre a rotina da empresa e conhecer o que ela tem a dizer com o mundo.

Uma foto em um lugar que você conhece ou uma música que você também gosta pode definir o rumo da conversa.

Se seus artigos forem alinhados com o que seu Lead procura, é a mesma coisa.

Criar personas para ganhar “likes”

Agora, você sabe qual é a relevância de cada ponto. Agora, como criar uma persona/perfil e ganhar conversões/likes? Vamos mostrar alguns passos.

1. Seja exigente

Sim, você vai ganhar poucos likes no começo. Faz parte do processo. Por mais que você encontre perfis que você considere passíveis de se apaixonar (e de ser apaixonante), os resultados serão muito melhores se você criar um “match” ideal complexo e otimizado.

O mesmo acontece com sua persona. Você precisa ser específico. Acertar as perguntas corretas para seu nicho, que vão fazer diferença na hora de criar um perfil digno da conversão dessa persona.

2. Não tem a ver com você (no começo, sim)

Se você quer amar alguém, ame a si mesmo.

Piegas, mas é a mais pura verdade. Nos relacionamentos e nos negócios.

Para encontrar o perfil certo, você tem que criar uma história da marca que possa se entrelaçar com a de seu “like”. Exemplos de perguntas que podem ajudar:

  1. Por que eu estou aqui (no Tinder ou no nicho que eu faço parte)?
  2. Que desejos eu procuro satisfazer? ( ͡° ͜ʖ ͡°)
  3. Que desvantagens eu tenho?
  4. Como o que eu ofereço é melhor do que a concorrência?

É possível que você já tenha definido isso antes de começar sua empresa. Mas nunca é demais revisar esse processo.

3. Escassez e Autoridade

O amor acontece, não avisa.

Você provavelmente vai ter uma chance de receber/dar um like para o amor da sua vida. Com seu Lead é mais ou menos a mesma coisa. No entanto, aqui a relação é bilateral, ou seja, você também vai aparecer uma vez só para seus possíveis “matches”. Você precisa mostrar como a única escolha lógica é dar um “like” em você.

Causar o impacto necessário para isso acontecer é algo muito visual. Nesse contexto, elementos como copywriting e campanhas criativas também influenciam nesse processo.

Seja único e os likes virão.

4. Uma flecha não derruba um exército

Você não quer que todo “like” resulte em “match”. Se isso está acontecendo, tem alguma coisa errada. Afinal de contas, ninguém é a alma-gêmea de todo mundo. E você vai acabar mostrando isso ao longo do tempo, ainda mais se você que prometeu mundos e fundos ou disse ser o que não é.

Tentar capturar a atenção e inspirar um grupo de indivíduos anônimos como um “público-alvo” ou um “mercado” inteiro é como derrubar um exército com uma flecha só.

A chave para criar conteúdo relevante e atraente é identificar apenas UMA pessoa na qual a história se encaixe.

O papel da história para seu Lead/Like

Seu trabalho é contar essa história (cativante, informativa, divertida) e suscitar uma emoção que convença seu Lead a realizar uma ação. Como marca, você não tem que mostrar só quem você é, mas desempenhar um papel para a vida de seu cliente.

Você tem que compartilhar uma história que ajude o seu cliente a completar sua jornada.

Que nem almas-gêmeas fazem umas com as outras.

Gostou da nossa comparação? Acha que estamos certos (ou completamente equivocados)? Compartilha com a gente nos comentários!

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Artigo produzido pela nossa equipe de Content Marketing.
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