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3 mitos sobre e-commerce que não deveriam existir mais!

Por Jean Vidal em 24 de novembro de 2015
Mitos comuns que deveriam ser evitados por quem está começando o seu e-commerce, e que atingem também quem já tem loja virtual consolidada!
3 mitos sobre e-commerce que não deveriam existir mais!
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Ao longo dos últimos anos, diversas foram as notícias de empresários que se aventuraram no comércio eletrônico e alcançaram um sucesso fantástico, tendo em pouco tempo um negócio milionário para administrar. Essas informações induziram uma legião de novos empresários a acreditar que é simples ou rápido atingir grandes resultados quando o assunto são vendas online.

Não desmerecendo as informações jornalísticas e muito menos esses casos de sucesso que realmente existem e inspiram muitos empreendedores, será vital considerar que entre o começo e o sucesso existem mais armadilhas do que se possa imaginar, e ficar atento ao que pode induzir o erro é uma forma de trilhar bons resultados.

Por isso, no artigo de hoje vamos listar 3 mitos comuns que deveriam ser evitados por quem está começando o seu e-commerce e que atingem também quem já tem uma loja virtual consolidada. Confira!

1. “Trabalhar com e-commerce é mais barato do que abrir uma loja física!”

Essa talvez seja a crença que leve a muitos empresários (ainda que sem condições financeiras) a se aventurar no comércio eletrônico, mas trata-se de um mito. Muitos custos de uma loja física acompanham uma loja virtual, tais como estoque, pessoal, mobiliário, embalagens (para despacho dos pedidos), entre outros.

Um ponto comum no debate é que não existe a necessidade de um ponto comercial (com aluguel alto). Contudo, podemos comparar a locação de um espaço bem localizado na sua cidade (que leva muitas pessoas a uma loja), com a necessidade de trazer visitantes ao site e, portanto, aquele valor de “x” mil reais investidos na sala comercial são repassados para ferramentas de Publicidade Online, como AdWords e FaceAds.

Além disso, muitos citam que a necessidade de colaboradores é menor, ponto que também pode ser questionado se considerarmos a necessidade de pessoas mais especializadas ou de Agências no atendimento das rotinas digitais.

Ao final, ainda que seja “menos caro”, é errado considerar que será mais barato do que a loja física, pois a balança é equalizada por igual (ente diferentes ações). Porém, existem casos de quem começou muito pequeno (e com poucos investimentos), mas são histórias também ligadas ao nascimento do mercado digital, com poucos concorrentes, entre outros motivos.

O fato é que apostar no comércio eletrônico considerando-o como um negócio barato é um grande risco diante de tantas frentes que precisam ser construídas.

2. “Vou começar com poucos produtos, focando apenas no que mais vende!”

Outro mito comum para quem está planejando ou começando o seu e-commerce é considerar que uma breve seleção dos produtos que mais giram será o melhor caminho para que ocorram vendas necessárias para o sustento da loja virtual no primeiro momento.

É importante entender que os produtos que mais giram são também os mais encontrados (tanto em lojas físicas como em virtuais), e que a concorrência nesses casos são as famosas “guerras de preços”. Nesse ponto, um novo empresário não terá condições de competir com grandes lojas.
Outro fator importante que quebra esse mito é o conceito de “Cauda Longa”. Em resumo, essa teoria adaptada para o e-commerce cita que 20% do produtos que mais giram tendem a significar 80% do faturamento. Porém, quanto maior for a cauda (variedade de produtos), mais comum será a inversão. Assim, a cauda pode ser responsável por 80% do faturamento.

Para quem está começando, o melhor conselho é focar em se tornar especialista de um nicho. Assim, você terá os produtos que mais vendem e os que apenas são encontrados na internet, mas dentro de um limite (o seu nicho). E para quem já tem loja há algum tempo, recomenda-se considerar manter uma rotina de aumento de mix.

3. “Devemos investir apenas no que gera vendas diretamente!”

Aqui chegamos ao mito que envolve tanto novatos quanto administradores de maior data de lojas virtuais. Dada a quantidade de investimento, a revisão sempre foi o questionamento de “quanto essa ação resultou em vendas”.

Contudo, diante da maturidade do Marketing Digital, algumas metodologias se sobressaem, demonstrando que o caminho nem sempre é o direto. Nesse contexto, o comercio eletrônico está descobrindo o Inbound Marketing. Essa metodologia foca na geração de Leads e troca de valores (conhecimento) para posicionamento como autoridade.

Loja Virtuais estão melhorando os resultados através de ações simples, como ebooks, whitepapers e webinars, que além de gerarem Leads (aumentando a base de e-mails), geram admiração pela marca, o que potencializa as vendas.

[Extra]: “Copia a descrição do site do fornecedor!”

Por fim, como uma dica extra, é valido citar que outro erro de quase 90% das Lojas Virtuais é copiar a descrição de um produto de um concorrente ou fornecedor. Além de ser um grande erro de SEO para e-commerce, a loja está deixando de utilizar o canal principal na página do produto, que é a comunicação direta com quem está “namorando” o produto antes de comprá-lo.

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Jean Vidal

Jean Vidal

CEO e Growth Hacker em Conexorama
Atuo há mais de 14 anos com Marketing Digital, tendo participado do nascimento da Resultados Digitais. Tenho experiências como Gerente de Ecommerce e participei diretamente na implantação de mais de 100 projetos de Inbound Marketing.
Jean Vidal