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Técnicas para impulsionar o Processo Criativo na sua Empresa

Por Content em 7 de julho de 2016
No processo criativo existem formas eficazes de utilizar a criatividade para chegar em soluções para um problema, através de etapas e técnicas. Conheça!
Leitura de 9 minutos
Técnicas para impulsionar o Processo Criativo na sua Empresa
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A criatividade pode ser definida como um processo de geração de ideias originais, com valor agregado. Ela é essencial para a qualidade, relevância e destaque de um trabalho e de uma empresa, ainda mais quando aliada à inovação!

Mas como funcionam os processos criativos e como incorporá-los no seu trabalho, equipe e/ou empresa? Confira neste artigo como usar a criatividade como uma importante ferramenta de sucesso!

Como funciona o processo criativo?

Os processos criativos são formas eficazes de utilizar a criatividade para chegar a uma ou mais soluções para um problema, através de etapas e técnicas. Eles podem ajudar na criação de um novo produto ou processo, definição de um processo, execução de uma tarefa, planejamento de uma empresa e/ou solução(ões) de um problema, sejam realizados individualmente ou em grupo.

Segundo o psicólogo americano Dean Keith Simonton “Tanto a originalidade como a utilidade das ideias variam dos níveis básicos de criatividade – ou seja, da solução bem-sucedida dos problemas cotidianos – até aquela criatividade excepcional, presente nas produções artísticas e científicas”. Paul E. Plsek, fundador da Directed Creativity, afirma que independente do nível de estruturação adotado, o processo criativo é resultado da integração de 3 ações mentais:

Atenção: Foco no problema a ser solucionado!

Esse é o momento onde devemos concentrar nossa atenção para compreender melhor o contexto em que um assunto está inserido. Qual o foco do problema/solução? Onde? Como? Quando? Por quê? Quem são os envolvidos? Qual a mensagem a ser passada?

Fuga: Saindo do pensamento convencional!

Deixe de lado bloqueios mentais, hábitos, padrões, paradigmas, superioridade e preconceitos! Este é o momento em que saímos de nossa zona de conforto mental e quebramos as correntes que limitam nossa imaginação. Afinal, como dizia Albert Einstein, “você não pode resolver um problema com a mesma atitude mental que o criou!”.

Movimento: Dando espaço para a imaginação!

É o movimento que nos leva a continuar a exploração e combinação de novas ideias. Essa é a etapa onde liberamos nossa imaginação e bagagem para gerar alternativas criativas. É o momento onde fazemos conexões insólitas, criamos analogias e conexões entre ideias.

Técnicas para impulsionar a criatividade

Existem diversas técnicas de criatividade para estimular o surgimento de novas ideias e pontos de vista. Você pode utilizá-las para criação de um novo produto ou campanha, melhoria de um processo, planejamento de Marketing Digital ou de uma pauta de conteúdos, entre outros.

Abaixo descreveremos algumas dessas técnicas, quando e como utilizá-las. Confira, descubra qual a técnica que mais combina com sua necessidade e inspire-se!

Brainstorming clássico

Criada pelo publicitário americano Alex Osborn, se tornou uma das técnicas mais populares para estimular o pensamento criativo. Ela é realizada em dinâmica de grupos para resolver problemas específicos, desenvolver novas ideias ou projetos e reunir informações para situações diversas, como: desenvolvimento de novos produtos, campanhas e projetos, melhoria na gestão de pessoas e processos, formação de equipes, dentre outros.

Esta técnica é uma “tempestade de ideias” e para ser realizada deve ter um condutor e seguir etapas:

  1. Orientação e preparação: esclarecer o problema a ser solucionado para os participantes, bem como as regras do processo.
  2. Geração de ideias: consiste na etapa de geração de alternativas em quantidade e qualidade em um curto espaço de tempo, sem pré-julgamentos. Utilize post-its, crie listas de adjetivos, faça desenhos, consulte dicionários e utilize referências visuais. Coloque uma playlist para tocar, ou proponha qualquer coisa que possa estimular a criatividade, livrar os bloqueios e que esteja de acordo com o objetivo da dinâmica!
  3. Síntese e aperfeiçoamento: esse é o momento onde as ideias devem ser reunidas e filtradas. Em seguida, crie relações e conexões entre elas!
  4. Avaliação: no final devem ser escolhidas uma ou mais soluções, de acordo com o objetivo e a viabilidade.

Brainwriting / Método 635

É uma técnica realizada em grupo de, no mínimo, 6 pessoas. Os participantes devem se reunir em um círculo, tendo em mãos uma folha ou formulário com divisões. Nos primeiros minutos, os participantes devem registrar 3 ideias nos primeiros espaços do papel. Depois, os participantes devem trocar as folhas com quem estiver à sua direita e registrar mais 3 ideias novas ou relacionadas com as anteriores.

Esta ação é repetida até a folha ser preenchida. Por fim, as ideias são analisadas e debatidas em grupo. É muito utilizada para criação de campanhas ou novos produtos, bem como, metodologias.

Discussão 66 / Buzz Session

Criada por J. Donald Phillips, esta técnica tem por objetivo resolver problemas complexos ou mal definidos. Deve ser feita com um grande grupo de pessoas, que serão divididas em subgrupos de 3 a 8 pessoas para discutir o problema em um curto espaço de tempo, de modo a criar pressão para estimular o pensamento rápido e intenso. Cada subgrupo deve eleger um mediador para conduzir a discussão e registrar as ideias.

Após isso, os subgrupos são reunidos e os mediadores relatam as ideias. Novamente os subgrupos se distribuem (pode ser com diferentes pessoas) e discutem novas ideias com base nas do grupo. Esse processo é repetido até que seja encontrada uma ou mais soluções concretas para o problema.

Osborn Checklist e SCAMPER

Mais um método criado pelo publicitário americano Alex Osborn, consiste em montar um checklist em torno do seu problema, criando soluções para cada componente que o envolve através de perguntas. Mais tarde, Bob Eberle, aprimorou essa lista e criou o SCAMPER:

  • S – Substituir: Como é possível dar novos significados, abordagens, processos, posições, elementos, componentes, regras?
  • C – Combinar: Como criar ligas e conectar unidades, efeitos, recursos ou ideias? Como reunir diferentes produtos, tecnologias e/ou recursos para criar algo novo ou maximizar os benefícios oferecidos? Ao que isso pode ser associado?
  • A – Adaptar: Como adaptar seu produto para um novo uso? O que é similar, paralelo? Ao que pode ser comparado, imitado? Como inserir isso de forma eficiente em um novo contexto, de modo a encontrar novas aplicações e explorar novos mercados?
  • M – Modificar: É possível atribuir a isso um novo ângulo? Alterar cor, movimento, som, odor, sentido e/ou forma? O que pode ser ampliado, reduzido, alterado ou fortalecido para tornar seu produto ou processo melhor?
  • P – Propor novos usos:  É possível dar a isso uma nova utilidade, significado? Como inovar?
  • E – Eliminar: Como simplificar um produto ou processo e torná-lo mais eficiente? Quais características, componentes e regras podem ser eliminadas? É possível fazer algo reduzido e mais veloz?
  • R – Reorganizar: É possível alterar o padrão, sequência ou layout? Mudar o ritmo ou transpor causa e efeito? É possível inverter os papéis, significados? Como podemos dar uma nova perspectiva?

Lateral thinking: 6 thinking hats

Esta ferramenta criativa foi desenvolvida por Edward de Bono, estudioso do pensamento criativo e inovação. Ela incentiva os participantes a usarem o “Lateral thinking” (Pensamento Lateral) para abordar um problema: observá-lo de todos os ângulos e perspectivas possíveis.

Consiste em distribuir “6 chapéus pensantes”, um para cada participante. Cada chapéu possui uma cor, que define a personalidade que o usuário deve adotar para analisar o objeto de interesse. São eles:

  • Branco: neutro e objetivo, baseado em fatos e números;
  • Vermelho: visão emocional e intuitiva;
  • Preto: cuidado e precaução (negativo);
  • Amarelo: otimismo, pensamento positivo;
  • Verde: criatividade e novas ideias;
  • Azul: calma, organização.

Durante a atividade, os participantes podem trocar de chapéus. O importante é que cada pessoa veja o mesmo assunto através de diversos pontos de vista opostos (branco (fatos) x vermelho (emoção); preto (negativo) x branco (positivo); e verde (criatividade) x azul (controle).

Mapa mental / Mind Map

Esta técnica auxilia no processo de organização de ideias, análise do contexto de um problema, além de estimular a criatividade. Ela ajuda a evidenciar a importância relativa das informações ou conceitos relacionados ao tema central e suas associações através de estruturas que conectam todas as peças-chave.

É um recurso gráfico construído em forma de fluxograma que se torna mais poderoso que um simples checklist. Pode ser utilizado para criar um sumário de informações, consolidar informações de diferentes fontes, analisar processos complexos, planejar um livro ou artigo, estruturar um blog, criar keywords, entre outros.

Five Ws

A técnica dos “cinco Ws” é considerada um processo básico na coleta de informações ou resolução de problemas. Ela constitui uma fórmula para obter a história completa sobre um assunto, podendo ser usada em relatórios, pesquisas, construção de textos ou para entender porque algum processo não está funcionando.

  • What: O que aconteceu?
  • Who: Quem fez isso?
  • When: Quando isso aconteceu?
  • Where: Onde aconteceu?
  • Why: Por que isso aconteceu?

Alguns autores adicionam na lista também como 6 “W” o How: Como isso aconteceu?

Storytelling

O storytelling pode ser uma poderosa ferramenta de criatividade, pois através do uso de enredo, universo e personagens, é criado um imaginário em torno do objeto de estudo. Essa técnica deve ser utilizada como ferramenta criativa, reunindo histórias e características do foco do problema (produto, processo ou marca, por exemplo) e organizando essas informações em uma narrativa.

Crie personagens, situações, metáforas, analogias e tarefas, de modo a sempre focar no seu problema e no contexto onde está inserido. Pratique empatia com seu público-alvo: insira-se no lugar das pessoas para criar um storytelling, analisando quais suas reais necessidades – esta prática irá ajudar a compreender como conectar o público de maneira emocional a uma marca ou empresa.

Cenários

Esta técnica consiste em inserir um problema ou ideia em diferentes cenários para analisar diferentes contextos e prever diversas situações. Normalmente é dividido em dois cenários:

  • Cenário-ideal: Consiste em descrever como o problema em questão seria “magicamente” resolvido.
  • Cenário-catástrofe: Baseia-se em imaginar a pior situação possível para o mesmo problema, levando ao extremo as consequências desastrosas.

Descritas diversas situações em cada cenário, devem ser atribuídas perguntas para cada uma delas, como por exemplo: “Como proceder para ter a tendência ideal descrita no cenário ideal?”; ou então inversamente: “Como evitar as consequências descritas no cenário-catástrofe?”.

Gostou do artigo? Já utilizou alguma dessas técnicas? Comente sobre sua experiência! Continue acompanhando nosso blog e confira a segunda parte desse artigo sobre criatividade! 🙂

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